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LADIP conversa com assessor internacional da BAHIAINVEST sobre carreira, internacionalização e investimentos na Bahia.

  • Foto do escritor: Columba Journal
    Columba Journal
  • 8 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de mai.

A formação em Direito, sobretudo quando voltada para o campo público, costuma priorizar conteúdos do ordenamento jurídico interno. Para estudantes interessados em trilhar um caminho internacional, a graduação costuma deixar lacunas. Em especial, no Campus I da UNEB, por exemplo, a graduação oferece apenas uma disciplina obrigatória de Direito Internacional Público ao longo dos dez semestres, o que leva muitos discentes a buscar, por conta própria, experiências que ampliem sua exposição a temas globais.


Foi nesse movimento de aproximar teoria e realidade profissional que a LADIP se fez presente no I Fórum Econômico-Acadêmico “BRICS vs. Estados Unidos da América e os impactos do tarifaço sobre a economia brasileira e baiana” realizado no dia 28 de novembro no Teatro da UNEB. Embora a atividade trata-se de aspectos econômicos e impactos globais, o que chamou atenção dos estudantes foi a chance de dialogar sobre a entrada da Bahia no cenário internacional e como somos impactados com as dinâmicas globais.


Entre os palestrantes estava Marcelo Arruti, assessor internacional da Bahiainvest, empresa de economia mista do Governo do Estado responsável por estruturar projetos estratégicos, atrair investimentos e facilitar parcerias com atores estrangeiros. Seu trabalho envolve desde negociações com países parceiros até a mediação de interesses públicos e privados, passando pela compreensão de fluxos globais que afetam diretamente o desenvolvimento do estado.


A entrevista abaixo foi conduzida por Tiago Alves, Diretor de Ensino da LADIP, que conversou com Arruti sobre sua atuação profissional, o papel da Bahiainvest, as competências necessárias para trabalhar com internacionalização e os caminhos possíveis para estudantes que desejam ingressar na área.


ENTREVISTA


1. O que significa ser assessor internacional na Bahiainvest?


Marcelo explica que a Bahiainvest tem como uma de suas atribuições principais a atração de investimento internacional, o que envolve estudos de mercado, apoio à presidência e à equipe da empresa, além da organização de missões internacionais, contatos com instituições estrangeiras e elaboração de notas técnicas. Segundo ele, o trabalho consiste em auxiliar tanto na prospecção quanto na articulação institucional, conectando o estado a empresas e organismos internacionais.


2. Como apresentar a Bahia para investidores estrangeiros?


Usando sua experiência recente na China, Arruti relata que costuma destacar oportunidades locais em infraestrutura, a localização estratégica da Bahia e a presença de empresas estrangeiras já consolidadas no estado. Ele cita como exemplo o impacto de mencionar, em reuniões na China, que a BYD já produz veículos na Bahia: “Quando você chega lá e fala que a BYD está produzindo carro aqui, eles engrandecem os olhos”, observou, destacando como a confiança de uma grande empresa influencia decisões de outras.


3. Quais qualificações mais contribuem para o exercício da função?


Embora o domínio de idiomas seja relevante, o assessor enfatiza que a habilidade mais determinante é a capacidade de articulação institucional. “A Bahiainvest, sozinha, não faz nada”, afirma. O trabalho depende de parcerias, cooperação com órgãos do governo e interlocução com entidades locais e internacionais. Ele também aponta que sua formação em Relações Internacionais e sua experiência prévia no governo estadual foram fundamentais.


4. Qual é o papel da Bahia no processo de internacionalização?


Arruti explica que, embora a diplomacia formal seja competência da União, os estados têm um papel crescente na chamada diplomacia econômica. Segundo ele, cerca de 80% da atuação internacional da Bahia refere-se à atração de investimentos. Os outros 20% envolvem cooperação técnica, mais difícil de realizar, mas com grande impacto quando ocorre.


5. Que conselhos dar aos estudantes interessados em internacionalização e cooperação global?


Arruti recomenda manter-se informado, participar de debates e aproveitar eventos acadêmicos que tratem de temas internacionais. Para ele, espaços como o fórum promovido pela UNEB ajudam estudantes a ter contato com profissionais que atuam diretamente “nas engrenagens do governo da Bahia”, bem como com representantes do setor produtivo e instituições científicas, como o CIMATEC.


A presença da LADIP no evento reafirma o interesse dos estudantes em compreender, na prática, como a Bahia se articula internacionalmente. A conversa com Marcelo Arruti permitiu aproximar esse universo do cotidiano acadêmico e revelou caminhos possíveis para quem deseja atuar com diplomacia econômica.

Como destacou Tiago Alves, Diretor de Ensino da LADIP:

“Para além da acessibilidade, ele joga luz sobre a atuação internacional da Bahia e sobre como nós, estudantes em formação, podemos um dia também ocupar esse lugar de articuladores que projetam o estado no cenário global”.

Assim, a entrevista contribui para ampliar horizontes e reforçar a importância de integrar vivência e formação no campo internacional.


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