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Entre Tapas e Beijos: Vem Aí o Casamento Tão Improvável?

  • Foto do escritor: Thaislene Lima
    Thaislene Lima
  • 26 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Estados Unidos da América e China se encontrarão para possível acordo comercial diante de guerra tarifária quase interminável

Um certo pacote de tarifas anunciado em abril de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, impactou diversos países e foi o pontapé para o início de uma “guerra fria comercial” entre E.U.A e China, que enfrentaram dificuldades para atingirem um consenso em meios às negociações anteriores.


Anunciado em 6 de junho de 2025, o encontro entre autoridades norte-americanas e chinesas ocorrerá em 9 de junho de 2025, Paris, e tratará sobre a discussão de um novo acordo comercial. A declaração feita um dia após Donald Trump conversar com o presidente chinês, Xi Jinping, indicou que ambos os chefes de Estado alcançaram a resolução das complexidades do acordo comercial sobre as tarifas de importação e que a cooperação entre ambos seria a única alternativa viável para as duas superpotências, conforme afirmaram em declarações de Trump e Jinping.


Entre trocas de retaliações por aumento de taxas tarifárias e posteriores acusações de violação do acordo firmado em Genebra em 12 de maio de 2025, o “tarifaço” protagonizado por E.U.A. e China levaram ao aumento das tensões geopolíticas entre os países que já eram há um bom tempo rivais em matéria econômica e política. Diante disso e do histórico já visto de acordos e desacordos feitos entre ambas as nações, resta pensar se este futuro acordo firmado entre ambos será mais um episódio de aparente cooperação para mascarar a deflagração de um novo conflito posterior por razões econômicas “pessoais” de ambos os países ou uma chance efetiva de colaboração com mais diálogo e menos tomadas de medidas extremas.


Nesse ínterim, foi observado que a China se aproveitou da guerra tarifária e enfraquecimento da nação estadunidense frente à comunidade internacional para se aproximar de países aliados historicamente importantes para os Estados Unidos a fim de encontrar soluções em meio à crise. Isso ainda pode ser capaz de refletir em um novo modelo de posicionamento geopolítico mundial segundo a comentarista de Economia da CNN, Rita Mundim, o que possivelmente faria com que qualquer possível acordo de cooperação não durasse tanto quanto o necessário ou desejado. Assim, não há casamento comercial que resista a dois parceiros que só querem dominar assiduamente qualquer espaço de poder e influência global por si mesmos.


REFERÊNCIAS


https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/06/06/eua-e-china-encontro.ghtml


https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/rita-mundim/economia/macroeconomia/mundim-mundopassa-por-revolucao-comercial-em-meio-a-guerra-tarifaria/

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