A moda que envenena: como as “blusinhas do momento” poluem o planeta e o nosso corpo
- Maria Fabiana Mota

- 24 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
Quais são os motivos que levam a todos desejarem o look da temporada e descartar quando entra em queda no mundo pop? A resposta para essa pergunta é a “fast fashion”, em tradução literal, moda rápida. Destrinchando a definição, esse termo é referente a um modelo de negócios que funciona a partir da rápida viralização de tendências e sua comercialização, roupas essas de materiais baratos - formados por plástico em sua composição - e, para finalizar, descarte em tempo recorde de todos esses elementos para o surgimento de uma nova febre de roupas do momento. Essa onda de fast fashion surgiu nos anos de 1970, mas só foi popularizada nos anos 90, com o barateamento da mão de obra e dos materiais para a indústria têxtil. Apesar de ser uma forma de consumo relativamente recente, já é possível observar os impactos negativos que esse costume está trazendo para o meio ambiente e para a saúde humana, pontos esses que serão abordados nesse texto.
Partindo dessa premissa, são notórios os impactos negativos que esse mecanismo do mundo da moda traz para o meio social, como a mão de obra extremamente precarizada, mas também dentro do meio ambiente. Nesse sentido, destacam-se os casos de descarte de toneladas de roupas ao céu aberto no deserto do Atacama, vestes essas novas, sem terem sido usadas, por terem sido produzidas em larga escala, cumprindo o padrão do fast fashion, sendo mais rentável para essas empresas simplesmente descartalas. Em uma entrevista ao G1, Fernanda Simon, Diretora da Fashion Revolution Brasil, explica:
“Essas montanhas de roupas consideradas lixo simbolizam a situação atual da indústria da moda, que produz além da capacidade de consumo e polui o planeta. O Atacama é símbolo disso, e nossa provocação é justamente rever esse sistema e transformar o lixo da indústria em peças que possam ser usadas, trazendo acessibilidade”.

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