Mudanças climáticas e a COP 30
- Maria Fabiana Mota

- 17 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Em novembro deste ano ocorre a COP 30, em Belém (PA) e deverá concentrar os olhares do globo para os desafios em meio à uma crise climática de escala mundial. Nesse cenário, muitos pontos entram para o debate, como os impactos das mudanças climáticas, estratégias de adaptação e, certamente, do fortalecimento da cooperação internacional. A redução das emissões de carbono segue sendo um dos principais pontos da conferência, com destaque para a preservação das florestas e biodiversidade, tecnologias de energia limpa e renovável.
Diante desse contexto, a cooperação internacional toma espaço no palanque para criação de medidas efetivas. Logo, é natural sobrevirem perguntas em relação ao funcionamento desses mecanismos de cooperação, bem como a legitimidade dessas ações, principalmente quando se percebe que a indústria de energia e combustíveis fosseis, que contem capital político significativo, é uma das principais barreiras de impedimento de vislumbrar um avanço no debate. Assim, cabe salientar que os países considerados periféricos, vide Brasil, são impactados de forma brutal quando o assunto é mudanças climáticas. Portanto, cabe à COP 30 uma dose forte de multilateralismo e engajamento, uma vez que a mudança é inevitável, cabendo aos Estados decidirem se manterem na inércia ou de tentarem reescrever um futuro diferente.
PERDA DA BIODIVERSIDADE E A URGÊNCIA DA COOPERAÇÃO GLOBAL
elatório de Avaliação Global sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, publicado pela ONU em 2019 apontava uma tragédia anunciada: quase 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção nas próximas décadas. Nesse sentido, ao falar de perda de biodiversidade também estamos falando de mudanças climáticas, são duas categorias que se retroalimentam. À medida que espécies desaparecem, também se perdem mecanismos naturais de mitigação climática, o que acelera ainda mais o colapso ambiental.
Apesar disso, pouco se percebe movimentações governamentais massivas e profundas para reduzir esse impacto. Diante dessa conjuntura, é visível que o engajamento dos países em conjunto para prover uma forma de mitigar essa questão é a saída mais razoável e efetiva. Assim, o fortalecimento de acordos multilaterais, como o Acordo de Paris e a Convenção sobre Diversidade Biológica, é apontado como caminho essencial. De acordo com especialistas, a preservação da biodiversidade não é apenas uma pauta ambiental, mas uma questão que abala diretamente a segurança alimentar, a saúde pública e a estabilidade climática do planeta.

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