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Nova ordem ou velho império? A moeda do BRICS na mira dos EUA

  • Foto do escritor: Thaislene Lima
    Thaislene Lima
  • 24 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura
Em 30 de abril de 2024, o presidente reeleito dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ameaçou os países membros do BRICS com uma sanção tarifária de 100% sobre as vendas para a economia norte-americana caso insistissem em criar uma moeda como alternativa à necessidade do dólar.
Apesar dos tons de ameaça, o grupo – que desde o início de 2024 agregou o Irã, a Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos à coalizão anteriormente já formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – ignorou as declarações do presidente estadunidense e mantém a pauta da desdolarização para a agenda de 2025. Tal proposta de desdolarização busca, para além da diminuição da dependência exclusiva do dólar em suas negociações, reformar instituições financeiras internacionais, fortalecer as economias do Sul global e fortalecer os países alvo das sanções econômicas dos Estados Unidos.
Em tal panorama, torna-se evidente que o projeto dos países integrantes do BRICS desafia a hegemonia do Norte global, “ameaçando” estremecer a influência política e o domínio econômico de que desfrutam as nações à frente da economia mundial e, em especial, a posição de liderança, referência e dominação da nação estadunidense perante as relações políticas e comerciais no meio internacional. Nessa perspectiva, é imperioso destacar o modo de como a livre manifestação de vontade, a soberania e a liberdade para celebrar acordos de natureza econômica podem ser observados e manifestados em cada parte do embate. Tendo em vista que na dinâmica do Direito Internacional Público cada nação possui a capacidade para agir livremente na esfera externa, celebrando acordos de naturezas política e financeira com fins cooperativos e benéficos aos seus interesses sem interferências externas, não se pode olvidar que há um tênue limite entre os parâmetros pertencentes à manifestação da soberania dos Estados e as prerrogativas advindas do autoritarismo disfarçado de soberania que se sobrepõe às normas imperativas de direito internacional e suprime outras soberanias e seus interesses, pondo em xeque a autonomia e o equilíbrio financeiro global.

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